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terça-feira, 12 de julho de 2016

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Imagem: www.defesacicil.ba.gov.br


Umidade Relativa do Ar e Saúde

03/07/2016 às 03:00
por Leandro Bellato

                                                                                                                                                                    O ar seco causa incômodo nos olhos, nariz, lábios e no trato respiratório, por ressecar as mucosas. Mucosas ressecadas são mais sensíveis e por isso ficam sujeitas a irritações, principalmente se as coçarmos. Mucosas ressecadas também são mais suscetíveis a microferidas, que as deixam mais vulneráveis à penetração de vírus e bactérias, que podem desenvolver infecções de intensidade variada. Além disso, a maioria dos vírus e bactérias sobrevive por mais tempo em ambiente seco.



Por isso no inverno o contágio de gripes e resfriados é mais comum. Com o ar seco, infecções oportunistas também são mais comuns, como conjuntivites. As doenças alérgicas do trato respiratório também são facilitadas e ambientes mais poeirentos incomodam bastante o nariz e os olhos. Com temperaturas mais elevadas e ar bastante seco, como é o caso de boa parte do interior do país durante o inverno, a sudorese é facilitada e se perde facilmente maior quantidade de líquidos pela transpiração. Desta forma, ao praticar atividades físicas em ambientes secos o risco de desidratação é elevado, causando variações na pressão sanguínea, variação do ritmo cardiorrespiratório, eventuais dores de cabeça e, em casos mais severos, disenteria, desmaios, etc.



Em ambientes com baixa umidade relativa do ar e alta incidência de luz solar, não só a dispersão de poluentes é dificultada, piorando a qualidade do ar, mas algumas substâncias químicas interagem com a luz do sol e se convertem em ozônio, um gás extremamente tóxico próximo à superfície e que agrava quadros de irritação na pele e nas mucosas. Pessoas imunodeprimidas, geralmente as que fazem tratamento contra câncer, que se recuperam de cirurgias, etc, são bastante sensíveis aos efeitos nocivos do ozônio troposférico (este que se forma aqui perto da superfície, por causa da poluição e da luz do sol em ambientes secos, não o ozônio estratosférico, há vários quilômetros de altura, que nos protege da radiação solar).



Para se precaver dos efeitos nocivos à saúde provocados pela baixa umidade relativa do ar é necessário se hidratar bem, através da ingestão de líquidos, principalmente ao praticar exercícios físicos a céu aberto. É interessante umidificar os olhos com colírios umectantes, sobretudo se estiver usando lentes de contato. Usar umectantes labiais também ajuda. Também é aconselhável evitar se expor a ambientes assim tão secos, sobretudo para pessoas imunodeprimidas ou com histórico de complicações respiratórias.



Também é interessante aumentar a ventilação dos ambientes fechados, para dificultar a transmissão de patógenos por via aérea. Há aparelhos umidificadores de ar, que se usados adequadamente, conforme as instruções de fábrica, também deixam um ambiente fechado mais confortável e relativamente mais "seguro". No entanto, é bom evitar a disposição de recipientes com água pela casa, especialmente próximo a tecidos e espumas (como colchões e travesseiros), porque conforme ocorre o entardecer e a noite avança, as temperaturas frequentemente declinam rapidamente e, então, a umidade do ar se eleva. Com fontes de água líquida por perto, em ambientes fechados, rapidamente a umidade relativa do ar naquele local fica próxima ao ponto de saturação, o que favorece a dispersão de fungos e bolores, cujos prejuízos à saúde são tão ou mais severos do que os causados pelo ar mais seco.

Em casos de desidratação mais severos, auxílio médico pode ser necessário.


Fonte:Climatempo